domingo, 10 de abril de 2011

"Chorar não adianta, eu seco de tanto chorar e não passa. Ver TV, falar ao telefone, dançar, gritar, escrever, abraçar minha mãe, tomar suco de manga… nada adianta.
Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto."

Tati Bernardi



Entrei no meu modo defesa. Tento evitar de te ver, e quando estou ao seu lado me controlo para não ser a menina apaixonada que fica feliz só de te olhar. E, nossa, como é difícil.
Essa última semana foi extremamente difícil. Já pensei, decidi, desisti, mudei, e continuo sem ter certeza de nada. Por que você é tão difícil para se compreender? Quando você me diz que é esquisito e estranho, eu levo como desculpa para a sua falta de seriedade para comigo. Mas quando estou sozinha, repenso. E se você estiver sendo sincero? E se esse for seu limite mesmo? Eu só posso exigir de alguém aquilo que esse alguém pode dar.
Tenho medo do que você irá falar para mim. Tenho medo do nosso fim. Mas sei que a conversa que planejo mentalmente todos os dias é necessária.
Espero que as coisas melhorem e se resolvam daqui a pouco. Torço muito para que a resolução de tudo seja nós dois juntos. Sem medo.
Uma parte (corajosa) de mim quer que a quinta-feira chegue logo. Mas eu sei que a minha outra parte (pusilânime), torce para que o tempo pare na quarta.