Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 20 de julho de 2010
domingo, 18 de julho de 2010
Sentimentos urgentes
O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação.
As últimas noites (ligeiramente mal dormidas) me fazem lembrar o começo desse ano. A saudade era tanta que durante a primeira semana de 2010, eu sonhei com ele todos os dias. Já fazia quase um mês que eu não o via, e a falta de notícias apertava ainda mais meu fraco coração. Foi nessa semana que descobri o quanto você me faz falta. Falar sobre você, lembrar de você, pensar em voce, eram coisas não mais controladas. Por vezes meus olhos se enchiam de lágrimas, e a respiração ficava ainda mais profunda, enquanto eu olhava a tela do meu celular a espera de um sinal. Uma palavra. Qualquer coisa. Clarice definiu de maneira majestosa o que sentia, quando disse que saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Nesses últimos dias, meu cérebro faz questão de tentar compensar a sua falta, trazendo sua imagem ou seu nome nos meus sonhos. A necessidade de te ver, te abraçar e te ter por perto, se ampliou. Dessa vez, pelo menos, o tempo entre as nossas conversas foi consideravelmente diminuído. A máquina que bombeia o sangue, proporcionando oxigênio e vida a todos os meus mols de mols de células, agradece.
As últimas noites (ligeiramente mal dormidas) me fazem lembrar o começo desse ano. A saudade era tanta que durante a primeira semana de 2010, eu sonhei com ele todos os dias. Já fazia quase um mês que eu não o via, e a falta de notícias apertava ainda mais meu fraco coração. Foi nessa semana que descobri o quanto você me faz falta. Falar sobre você, lembrar de você, pensar em voce, eram coisas não mais controladas. Por vezes meus olhos se enchiam de lágrimas, e a respiração ficava ainda mais profunda, enquanto eu olhava a tela do meu celular a espera de um sinal. Uma palavra. Qualquer coisa. Clarice definiu de maneira majestosa o que sentia, quando disse que saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Nesses últimos dias, meu cérebro faz questão de tentar compensar a sua falta, trazendo sua imagem ou seu nome nos meus sonhos. A necessidade de te ver, te abraçar e te ter por perto, se ampliou. Dessa vez, pelo menos, o tempo entre as nossas conversas foi consideravelmente diminuído. A máquina que bombeia o sangue, proporcionando oxigênio e vida a todos os meus mols de mols de células, agradece.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Profecia
Que dias há que na alma me tem posto um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porquê.
Quando o amor por você surgiu, não me lembro. Mas eu já havia sido avisada do meu destino. Sim, naquela festa em que você estava de polo rosa. Algumas horas antes, numa conversa sobre bobeiras e besteiras entre as meninas, criei a profecia. Você foi o único dentre centenas que atendeu as exigências. Mas ainda não era hora. Naquela noite eu só soube aceitar que era você a pessoa que me liberaria do gelo que tomara meu coração. Inconscientemente disse "Sim", até porque tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.
Quando o amor por você surgiu, não me lembro. Mas eu já havia sido avisada do meu destino. Sim, naquela festa em que você estava de polo rosa. Algumas horas antes, numa conversa sobre bobeiras e besteiras entre as meninas, criei a profecia. Você foi o único dentre centenas que atendeu as exigências. Mas ainda não era hora. Naquela noite eu só soube aceitar que era você a pessoa que me liberaria do gelo que tomara meu coração. Inconscientemente disse "Sim", até porque tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Redefinindo
Pane. Não consigo mais descrever o estado de espírito de alguém apaixonado. O que antes era muito claro, agora se torna irritantemente complicado. Quando havia presenciado cerca de 15 primaveras, era tão fácil me apaixonar. Cartas para minha melhor amiga descrevendo como eu pensava nele, como ele era engraçado e como eu queria que desse certo. Vivi,sim,desilusões amorosas mas que não me afetaram de forma intensa.
Foi no final do colegial que ocorreu a mudança. O que me parecia tão certo, ruiu. Eu não estava preparada para o amor, essa é a verdade. Fugir e não poder corresponder aquele sentimento que me era direcionado, me levou a um julgamento: eu era uma pessoa ruim. Se o amor é ferida que dói e não se sente, surgiu uma exceção. Sentia. Se chorei, não me lembro, mas resolvi que seria uma pessoa mais racional. Mais distante do amor.
E em pouco menos de um ano, ele (amor) insitiu em visitar meu "corpo fechado". Admitir que estava gostando de alguém, até que não foi difícil (difícil seria negar o que era visível até para cegos). Mas era errado. O amor naquele momento era errado. E por isso, com medo de me aventurar nesse terreno incerto, resolvi retirá-lo de mim sem lágrimas (antes que isso não fosse mais possível). Joguei-o nas suas origens. No mar. A água salobra e a sílica da areia recepcionaram aquela semente. São poucas as espécies de plantas que sobrevivem nessas condições. E aquela semente, não era uma dessas.
Chegou o inverno. Meu coração frio e gelado resolveu que queria ser quente. Paradoxo. Aquele que eu sempre dizia ser meu melhor amigo em potencial, mudou de classificação. Amigos são nossos chatos prediletos, disse Mario Quintana. Ele continuou predileto. Só deixou de ser chato. Assim então começou minha redefinição de "apaixonar".
Foi no final do colegial que ocorreu a mudança. O que me parecia tão certo, ruiu. Eu não estava preparada para o amor, essa é a verdade. Fugir e não poder corresponder aquele sentimento que me era direcionado, me levou a um julgamento: eu era uma pessoa ruim. Se o amor é ferida que dói e não se sente, surgiu uma exceção. Sentia. Se chorei, não me lembro, mas resolvi que seria uma pessoa mais racional. Mais distante do amor.
E em pouco menos de um ano, ele (amor) insitiu em visitar meu "corpo fechado". Admitir que estava gostando de alguém, até que não foi difícil (difícil seria negar o que era visível até para cegos). Mas era errado. O amor naquele momento era errado. E por isso, com medo de me aventurar nesse terreno incerto, resolvi retirá-lo de mim sem lágrimas (antes que isso não fosse mais possível). Joguei-o nas suas origens. No mar. A água salobra e a sílica da areia recepcionaram aquela semente. São poucas as espécies de plantas que sobrevivem nessas condições. E aquela semente, não era uma dessas.
Chegou o inverno. Meu coração frio e gelado resolveu que queria ser quente. Paradoxo. Aquele que eu sempre dizia ser meu melhor amigo em potencial, mudou de classificação. Amigos são nossos chatos prediletos, disse Mario Quintana. Ele continuou predileto. Só deixou de ser chato. Assim então começou minha redefinição de "apaixonar".
Borboletas
...parte do nosso cérebro registra as sensações que o amado nos causou no momento em que nos apaixonamos por ele (as tais borboletas no estômago, por exemplo...) e as repete involuntariamente, ou seja, contra nossa vontade, toda vez que ele vem à mente.
E eu que me achava patética por sempre mergulhar num misto de insegurança, vergonha, felicidade e amor, quando estava perto de vê-lo. Pensei por várias vezes "Mas isso é ridículo, já devia estar acostumada a vê-lo e não ficar mais assim. Será que isso significa que meu amor ainda é muito imaturo?". A explicação neurológica serviu como um conforto, mas uma leve insegurança ainda circunda minha mente.
Obrigada cérebro, por me deixar ainda mais confusa.
E eu que me achava patética por sempre mergulhar num misto de insegurança, vergonha, felicidade e amor, quando estava perto de vê-lo. Pensei por várias vezes "Mas isso é ridículo, já devia estar acostumada a vê-lo e não ficar mais assim. Será que isso significa que meu amor ainda é muito imaturo?". A explicação neurológica serviu como um conforto, mas uma leve insegurança ainda circunda minha mente.
Obrigada cérebro, por me deixar ainda mais confusa.
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