sexta-feira, 27 de maio de 2011
Scars
The scars of your love remind me of us
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Rolling in the deep - Adele
They keep me thinking that we almost had it all
The scars of your love they leave me breathless
I can't help feeling
We could have had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
And you played it
To the beat
Rolling in the deep - Adele
segunda-feira, 23 de maio de 2011
''Por mais que todas as terapias do mundo, todas as auto-ajudas do universo e todos os amigos experientes do planeta me digam que preciso definitivamente não precisar de você, minha alma grita aqui dentro que, por mais feliz que eu seja, a festa é sempre pela metade.
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar''
Tati Bernardi
É você quem eu sempre busco com minha gargalhada alta, com a minha perdição humana em festejar porque é preciso festejar, com a minha solidão cansada de se enganar''
Tati Bernardi
domingo, 22 de maio de 2011
Buraco
"Se você soubesse o estado que estou agora, zumbi, pegando detalhes seus por aqui, e doendo tanto que nem sei mais por onde começar. Eu não aguento mais começar. Queria tanto continuar. Não sei, não aguento, ainda não posso, mas queria continuar."
Tati Bernardi
Tati Bernardi
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Inferno
Começou quando comi o terceiro sonho de valsa e eu nem estava com fome. Mais tarde, na segunda colherada de sopa, eu já queria vomitar, mas estava morta de fome. Conheço de longe, ou tão de perto, a tensão sexual: é a fome matadora que enjoa. É estar inflada demais pra se saciar, mas de um tamanho desproporcional para ficar saciada. Não faz sentido e é bem bobo de querer fazer. É vontade de mastigar algo, mas uma mão sai de dentro do estômago, passa pela boca e quer estapear o mundo. É desejo de porcaria e necessidade de vitamina. É preciso triturar, mas só passa líquido, quando passa. É a esquizofrenia da gana.
Dai decidi que agora não. Ah, agora não. Tudo de novo? Não. Então peguei meu celular, assim, meio ocupada, óculos e tal e mordendo o lábio inferior um pouco ressecado e, sem dó, deletei seu número de celular. Deletei as mensagens de texto também. E deletei seu nome e as fotos e a música e tudo.
E deletei você de tudo que me informa da sua vida e do lugar mais difícil de todos: do lixo do computador. Foi quando piorei. Vi seu carro parado na rua de trás e quebrei inteiro. Vi sua casa e ateei fogo. E vi você andando na rua e te atropelei. E nada adiantou. Porque você é antes de agora. Então voltei no mundo e deletei seu começo. E deletei o mundo. E deletei a explosão cósmica.
E nada adiantou, nada, porque desejo se forma em um lugar que é de onde somos também. Então eu teria que me deletar. E não adiantaria de agora, tipo: "não existo! Valendo!". Teria que ser de antes. Mas complicou demais. E é por isso que escrevo isso da sua sala iluminada pelo sol mais feliz de todos que é o sol do dia seguinte quando ainda estamos no dia anterior. A vida que ultrapassa a gente só porque esses pequenos momentos de amor nos congelam dando uma falsa sensação de que pode ser bom pra sempre. Enquanto você dorme com uma camiseta cheirosa e é, posso dizer com certeza, a pessoa mais bonita que eu já vi numa cama desarrumada. Poucas coisas são tão claras como isso que percebo agora: você é tão bonito que eu tenho esse riso congelado mesmo quando está insuportável fazer xixi baixinho porque a droga do seu banheiro é colado com a cama sem ter uma mísera parede. Odeio as casas modernas e os casais modernos e o sexo moderno e ser moderna. Eu quero parar com essa vidinha e ter um amor pra vida. Mas e mas e mas e mas. Você é tão bonito que renova a mesmice do cinismo amoroso. Por você vale qualquer sombra na alma.
E é isso. Agora é suspirar feito besta, meus celulares e e-mails e o ar voltam a ser objetos de tortura, sempre a espera da próxima vez que você vai me pedir que morda o violão pra escutar a música dentro do cérebro. E você desafinando e meu cérebro consertando tudo dentro da minha imaginação. Não é amor porque amor é mais do que essa escravidão estética. Não é paixão porque eu só me apaixono por quem eu quero destruir e eu só quero limpar com uma palhinha de ouro seu corpo num pedestal. Não é só tesão, porque eu passaria o resto da minha existência fazendo carinho nos cachos do seu cabelo e você com 18 metros de altura parecendo um menino. Não é nada dessas coisas todas que a gente separa numa caixinha da mente pra continuar arrumando o resto das gavetas da vida. Então o quê? É isso, o xixi baixinho olhando a pessoa mais bonita que já vi numa cama desarrumada. É encantamento puro com um pouco de dor porque até a falta de dor tem muito de dor. E mais o sol e mais as formigas e mais a camiseta cheirosa e o xixi baixinho. É só o inferno.
Tati Bernardi
Dai decidi que agora não. Ah, agora não. Tudo de novo? Não. Então peguei meu celular, assim, meio ocupada, óculos e tal e mordendo o lábio inferior um pouco ressecado e, sem dó, deletei seu número de celular. Deletei as mensagens de texto também. E deletei seu nome e as fotos e a música e tudo.
E deletei você de tudo que me informa da sua vida e do lugar mais difícil de todos: do lixo do computador. Foi quando piorei. Vi seu carro parado na rua de trás e quebrei inteiro. Vi sua casa e ateei fogo. E vi você andando na rua e te atropelei. E nada adiantou. Porque você é antes de agora. Então voltei no mundo e deletei seu começo. E deletei o mundo. E deletei a explosão cósmica.
E nada adiantou, nada, porque desejo se forma em um lugar que é de onde somos também. Então eu teria que me deletar. E não adiantaria de agora, tipo: "não existo! Valendo!". Teria que ser de antes. Mas complicou demais. E é por isso que escrevo isso da sua sala iluminada pelo sol mais feliz de todos que é o sol do dia seguinte quando ainda estamos no dia anterior. A vida que ultrapassa a gente só porque esses pequenos momentos de amor nos congelam dando uma falsa sensação de que pode ser bom pra sempre. Enquanto você dorme com uma camiseta cheirosa e é, posso dizer com certeza, a pessoa mais bonita que eu já vi numa cama desarrumada. Poucas coisas são tão claras como isso que percebo agora: você é tão bonito que eu tenho esse riso congelado mesmo quando está insuportável fazer xixi baixinho porque a droga do seu banheiro é colado com a cama sem ter uma mísera parede. Odeio as casas modernas e os casais modernos e o sexo moderno e ser moderna. Eu quero parar com essa vidinha e ter um amor pra vida. Mas e mas e mas e mas. Você é tão bonito que renova a mesmice do cinismo amoroso. Por você vale qualquer sombra na alma.
E é isso. Agora é suspirar feito besta, meus celulares e e-mails e o ar voltam a ser objetos de tortura, sempre a espera da próxima vez que você vai me pedir que morda o violão pra escutar a música dentro do cérebro. E você desafinando e meu cérebro consertando tudo dentro da minha imaginação. Não é amor porque amor é mais do que essa escravidão estética. Não é paixão porque eu só me apaixono por quem eu quero destruir e eu só quero limpar com uma palhinha de ouro seu corpo num pedestal. Não é só tesão, porque eu passaria o resto da minha existência fazendo carinho nos cachos do seu cabelo e você com 18 metros de altura parecendo um menino. Não é nada dessas coisas todas que a gente separa numa caixinha da mente pra continuar arrumando o resto das gavetas da vida. Então o quê? É isso, o xixi baixinho olhando a pessoa mais bonita que já vi numa cama desarrumada. É encantamento puro com um pouco de dor porque até a falta de dor tem muito de dor. E mais o sol e mais as formigas e mais a camiseta cheirosa e o xixi baixinho. É só o inferno.
Tati Bernardi
domingo, 15 de maio de 2011
Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará, seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.
Tati Bernardi
Ver você nesses últimos quatro dias e não poder mais ficar na ponta do pé para poder te abraçar e me pendurar no seu pescoço como eu amava fazer foi excruciante. Te procurava a todo momento, achando que toda pessoa alta podia ser você e quando te achava, perdia uns bons minutos te observando. Meu coração desgastado e cego de amor te acha lindo mesmo ao te ver, naquela roupa que te deixa com um ar de marginal, preocupado com os milhões de pequenos problemas que surgiam.
Minha vontade era de ir até você te dar um beijo e oferecer toda e qualquer ajuda que eu pudesse te dar. Porém, não tive coragem de fazer isso, e apenas fiquei te observando em silêncio. Torcendo para que você não visse minha cara patética resultante da mistura de abandono, dor, admiração e amor. E ao mesmo tempo torcendo para que seus olhos também me procurassem e vissem essa minha cara patética porque meu maior medo é de que você desista de mim, por achar que eu desisti de você.
Não vou negar que eu venho tentando desistir de você. Até porque todos que me aconselharam ultimamente, tirando uma amiga em especial, dizem que eu preciso te superar. E que vai ser ruim no começo mas que eu vou me acostumando a não te ter mais por perto. Mas sinceramente, te esquecer me parece impossível. Eu ainda não tenho certeza se quero mesmo superar essa separação, porque toda vez que eu te vejo meu coração ainda dispara, eu fico nervosa, e as borboletas se agitam no meu estômago. E todo dia eu penso se as coisas estavam mesmo muito insustentáveis para que nosso término fosse a melhor das soluções.
Te ter por perto é um pouco como um oxímoro, já que se trata de um sofrimento aliviador, pois apesar de ser um pouco insuportavelmente doloroso eu ainda tenho a chance de te ver e de ter por perto, quando a saudade aperta demais.
Tati Bernardi
Ver você nesses últimos quatro dias e não poder mais ficar na ponta do pé para poder te abraçar e me pendurar no seu pescoço como eu amava fazer foi excruciante. Te procurava a todo momento, achando que toda pessoa alta podia ser você e quando te achava, perdia uns bons minutos te observando. Meu coração desgastado e cego de amor te acha lindo mesmo ao te ver, naquela roupa que te deixa com um ar de marginal, preocupado com os milhões de pequenos problemas que surgiam.
Minha vontade era de ir até você te dar um beijo e oferecer toda e qualquer ajuda que eu pudesse te dar. Porém, não tive coragem de fazer isso, e apenas fiquei te observando em silêncio. Torcendo para que você não visse minha cara patética resultante da mistura de abandono, dor, admiração e amor. E ao mesmo tempo torcendo para que seus olhos também me procurassem e vissem essa minha cara patética porque meu maior medo é de que você desista de mim, por achar que eu desisti de você.
Não vou negar que eu venho tentando desistir de você. Até porque todos que me aconselharam ultimamente, tirando uma amiga em especial, dizem que eu preciso te superar. E que vai ser ruim no começo mas que eu vou me acostumando a não te ter mais por perto. Mas sinceramente, te esquecer me parece impossível. Eu ainda não tenho certeza se quero mesmo superar essa separação, porque toda vez que eu te vejo meu coração ainda dispara, eu fico nervosa, e as borboletas se agitam no meu estômago. E todo dia eu penso se as coisas estavam mesmo muito insustentáveis para que nosso término fosse a melhor das soluções.
Te ter por perto é um pouco como um oxímoro, já que se trata de um sofrimento aliviador, pois apesar de ser um pouco insuportavelmente doloroso eu ainda tenho a chance de te ver e de ter por perto, quando a saudade aperta demais.
terça-feira, 10 de maio de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como eu, e, ainda assim, não deixaria de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Tati Bernardi
Meu coração não sabe se continua te amando em silêncio por todos os dias, ou se simplesmente passa a te odiar pelo fato de você nem ao menos ter tentado fazer com que a gente desse certo. Eu não queria que você mudasse a pessoa que você é. Tudo o que eu queria é que você se esforçasse pela gente, me dando um pouco mais de atenção e permitindo que a gente passasse mais tempo juntos. Mas você não quis. E foi essa comodidade que sempre me trouxe dúvidas sobre o seu amor para comigo. Mas agora elas me atormentam toda vez que você me vem a cabeça. E como nesses últimos dias eu venho me concentrando pra tentar não pensar em você em tempo integral, minha cabeça anda mergulhada numa constante de dúvida (e de dor).
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como eu, e, ainda assim, não deixaria de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Tati Bernardi
Meu coração não sabe se continua te amando em silêncio por todos os dias, ou se simplesmente passa a te odiar pelo fato de você nem ao menos ter tentado fazer com que a gente desse certo. Eu não queria que você mudasse a pessoa que você é. Tudo o que eu queria é que você se esforçasse pela gente, me dando um pouco mais de atenção e permitindo que a gente passasse mais tempo juntos. Mas você não quis. E foi essa comodidade que sempre me trouxe dúvidas sobre o seu amor para comigo. Mas agora elas me atormentam toda vez que você me vem a cabeça. E como nesses últimos dias eu venho me concentrando pra tentar não pensar em você em tempo integral, minha cabeça anda mergulhada numa constante de dúvida (e de dor).
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