quarta-feira, 7 de março de 2012

Protagonista

Eu costumava escrever para desabafar, sabia? E já escrevi muito sobre você. Óbvio que não esperava que você um dia chegasse a ler (e nem gostaria, pois no fundo não sei escrever bonito). Era apenas uma forma de eu dizer, mesmo que apenas para o computador, como eu estava me sentindo. Se ajudava? Ah, em partes. Conseguia me sentir mais leve, melhor. Mas enfim, não quero me perder no assunto.
Eu li uma vez que saudade é amor que fica. E acho que é basicamente isso mesmo. Ás vezes eu me pego pensando em como você me irritava quando comprava Coca Zero, mesmo sabendo que eu odeio. Ou quando ficava brigando comigo dizendo que eu era suja, porque não tomava três banhos por dia como você. hahaha. Todas essas coisas bobas estão repassando na minha cabeça desde a nossa conversa e a pesar de eu odiar o fato da gente sempre conversar meio alcoolizados, eu gosto muito dessas conversas porque elas costumam ser muito sinceras. E a dessa última sexta-feira, destruiu a base estável em que eu estava me mantendo. Talvez eu não esperasse ouvir o que você disse, ou simplesmente talvez eu não acreditasse que aquilo tudo era verdade. O que senti? Um felicidade encolhida em meio a frieza de uma decisão tomada e medo. Sim, medo de estar tomando a decisão errada.
O problema é que eu sou fraca, cedo à dor com facilidade. Por isso, por mais tempo que eu passe longe de você, repetindo pra mim mesma o quanto eu estou bem, não consigo te esquecer de vez. E quando você vem falar comigo, eu tenho medo. Medo de esquecer "que eu tô superada e que não preciso mais de você." E foi exatamente isso que aconteceu na sexta-feira. Enquanto você falava, eu te olhava. Você é tão lindinho (sim, 53 meninas. boa fase. hahaha), e fica ainda mais amável quando está sendo sincero. Não, eu não tô viajando. É só que você é sempre fechado, escondido. E quando se abre, eu vejo em seus olhos uma criança. Daquelas encantadoras, sinceras e inocentes, sabe? Na maior parte desses momentos, eu quero apenas te abraçar. Muito forte. E te prender comigo pra sempre. Mas me contenho, e fico apenas te olhando e ouvindo atentamente a tudo que você me diz. Porque nessa hora eu acredito em você. Totalmente. E ouvir você dizer que anda meio desiludido de um modo geral e que já até pensou em fazer terapia, me causa ânsia. Porque eu sei que você não estava só fingindo, exagerando. Você estava mesmo sendo sincero. Não quero que você perca o paladar para o lado bom da vida. De gente que vive sem vontade, o mundo está cheio. E você é sempre tão... vivo! Não merece ficar assim. Terapia? Não acho que você vá precisar. Porque toda essa "preguiça de viver" é só devido ao nosso término.
Seria maravilhoso se isso não acontecesse né? Se sempre quem tivesse longe não despertasse saudade e que todo término fosse indolor. Que não ficassem lembranças que, apesar de doces, despertam aquela pontinha (às vezes não tão pequena assim) de tristeza por terem ficado pra trás. Mas as pessoas que, quando não vistas, não são lembradas, são as coadjuvantes da nossa história. As protagonistas se fazem lembrar. Sempre. Até mais do que se gostaria... E é claro que tudo fica ainda pior quando a gente não tem nem a chance de tentar valer o ditado do "Longe dos olhos, longe do coração", porque estamos sempre se esbarrando por ai.
"Mas isso passa", todo mundo sempre diz. E passa mesmo. O tempo ameniza a dor e a saudade, e de repente você vai perceber que nosso amor chegou ao fim. Um dia eu vou ver você passar e nenhum milímetro do meu corpo vai arder ou enjoar (sim, é assim que eu funciono. haha). O fim do amor é muito mais triste que o nosso fim. Meu amor tá surrado e cansado de se decepcionar. Ele quer renascer de novo, em outro canto, renovado. Mas no fundo, não sei se quero outro canto ou se quero apenas insistir mais uma vez no nosso canto. Tô confusa e com medo de me quebrar em pedaços e ficar chorando aos cantos, de novo. Porque é assim que sempre termina, né?
Ou não? E se dessa vez, você me dissesse que vai ser diferente? E a gente resolvesse ficar junto, sem brigas, apenas querendo o bem do outro? Passei o fim de semana inteiro com essa dúvida, regada a um pouco de lágrimas. Meu coração tá confuso e sofrendo. Muito. Não sei se espero passar logo essa fase de "tears dry on their own" e aceito o afastamento inevitável ou se me arrisco numa última tentativa de tentar fazer parte da sua vida de novo. Não quero mais começar. Queria apenas continuar. Mas não sei se aguento, se consigo, se posso continuar. Mas queria.

domingo, 4 de março de 2012

Tolices

E ai eu começo a me enganar. Repetir pra mim que estou bem, e estou superada. Que estou pronta para partir para um novo amor, e que bons momentos virão. Como sou tola. Na hora dar a chance a uma nova pessoa, não tenho coragem. Parece que me falta alguma coisa e que ainda não estou pronta...


O difícil é assumir que na verdade, não estou pronta para um novo amor porque você ainda me faz falta.

Não quero, não consigo, não aguento

Tudo o que eu queria era poder te esquecer de vez. Não te procurar em todos os lugares( até porque sua pequena altura sempre facilita essa busca). Não ouvir mais atentamente uma conversa em que citam seu nome. Não subir as escadas e decidir tomar água ou ir ao banheiro mais distante só para passar em frente e a sua sala e eventualmente te encontrar por lá. Não pensar mais em todas as idiotices que você adorava fazer e falar pra mim, e que sempre me deixavam chorando de rir.


Não quero(mais lembrar). Não consigo(esquecer). Não aguento(a saudade).