domingo, 18 de julho de 2010

Sentimentos urgentes

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação.


As últimas noites (ligeiramente mal dormidas) me fazem lembrar o começo desse ano. A saudade era tanta que durante a primeira semana de 2010, eu sonhei com ele todos os dias. Já fazia quase um mês que eu não o via, e a falta de notícias apertava ainda mais meu fraco coração. Foi nessa semana que descobri o quanto você me faz falta. Falar sobre você, lembrar de você, pensar em voce, eram coisas não mais controladas. Por vezes meus olhos se enchiam de lágrimas, e a respiração ficava ainda mais profunda, enquanto eu olhava a tela do meu celular a espera de um sinal. Uma palavra. Qualquer coisa. Clarice definiu de maneira majestosa o que sentia, quando disse que saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Nesses últimos dias, meu cérebro faz questão de tentar compensar a sua falta, trazendo sua imagem ou seu nome nos meus sonhos. A necessidade de te ver, te abraçar e te ter por perto, se ampliou. Dessa vez, pelo menos, o tempo entre as nossas conversas foi consideravelmente diminuído. A máquina que bombeia o sangue, proporcionando oxigênio e vida a todos os meus mols de mols de células, agradece.

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